Águas de Camboriú apresenta dados da concessão e proposta para saneamento em reunião da Acibalc

Investimentos de mais de R$ 100 milhões garantiriam uma cobertura de 100% do sistema de tratamento de esgoto da área urbana de Camboriú em 10 anos. A proposta de solução para o esgotamento sanitário da cidade foi apresentada pelo presidente da Águas de Camboriú, Carlos Roma Júnior, em reunião plenária da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), na noite de terça, 2 de abril, no colégio Recriarte.

Proposta pela entidade de classe, o encontro tinha o objetivo de conhecer um pouco mais sobre o projeto de prover o município de tratamento de esgoto. Para que os investimentos possam ser realizados em Camboriú, segundo Roma, é necessário fazer a repactuação do contrato já que, inicialmente, a implantação do sistema estava sob responsabilidade do poder público municipal. “Já apresentamos oficialmente ao Executivo a disponibilidade da empresa em investir na implantação do esgoto, inclusive com indicação de possíveis locais para receber a Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE”, esclareceu.

No encontro, o representante da Águas de Camboriú aproveitou para relatar algumas das obras realizadas desde que a concessionária assumiu o serviço na cidade, há pouco mais de três anos. Desde então, a empresa já implantou 4 mil metros de rede, 12 mil metros de adutoras de grande diâmetro, 2,5 mil novas ligações e construiu um centro de reservação com capacidade para 4 milhões de litros.

O falta de tratamento de esgoto em Camboriú impacta diretamente no desenvolvimento econômico do município e também da vizinha Balneário Camboriú, refletindo no turismo e na construção civil, os dois pilares mais fortes da região. A presidente da Acibalc, Maria Pissaia, disse que o encontro ajudou a esclarecer o cenário e alertou para a necessidade da sociedade civil ajudar a solicitar tomadas de decisão do poder público acerca de um tema tão urgente. “É necessário esclarecer à população das duas cidades os benefícios do sistema e os malefícios de não tê-lo, promovendo um pressão popular para que os projetos saiam do papel”, finaliza.