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“Alá seja louvado” é tema de campanha na Inglaterra

Os ônibus de Londres irão mostrar anúncios religiosos como parte de uma campanha que “visa ajudar as vítimas da guerra civil da Síria”. O material foi criado e pago pela Islamic Relief, maior organização de caridade muçulmana da Grã-Bretanha e deve circular no transporte púbico durante o Ramadã, principal feriado muçulmano. Este ano, ele será celebrado entre 6 de junho e 5 de julho.

A Islamic Relief disse esperar que os anúncios que trarão as palavras “Alá seja louvado”, em inglês e árabe, poderão retratar o Islã “sob uma luz positiva”. Seus idealizadores acrescentam que o objetivo também é “ajudar os jovens muçulmanos a se concentrar no trabalho humanitário”.

Imran Madden, diretor da ONG muçulmana no Reino Unido, disse: “Queremos mudar o clima negativo em torno da comunidade muçulmana no país”. Explica ainda que os muçulmanos britânicos doam mais de R$500 milhões para “instituições de ajuda internacional” durante o Ramadã.

O que nem Madden nem a imprensa inglesa se importou de lembrar é que a guerra civil na Síria é causada por radicais muçulmanos do Estado Islâmico e grupos similares, tendo como principal motivação questões religiosas.

Polêmicas antigas

Mensagens sobre religião nos ônibus na Inglaterra não são novidades. Geralmente, rendem polêmicas. Em 2009, a ONG British Humanist Association [Associação Humanista Britânica] patrocinou propagandas nos ônibus que diziam: “Provavelmente Deus não existe. Parem de se preocupar e aproveitem a vida”.

Em 2013, contudo, uma associação cristã foi impedida de fazer nos ônibus da cidade uma campanha sobre a possibilidades de gays mudarem de opção por causa da fé.

Já em 2014, a British Humanist Association fez nova campanha ateísta, atacando a fé dos ingleses.

Até o momento, nenhuma organização inglesa de vulto se manifestou contra a campanha dos muçulmanos. Curiosamente, ela é anunciada dois dias após Londres eleger Sadiq Khan como o primeiro prefeito muçulmano da cidade. Na capital vivem cerca de metade dos três milhões de seguidores de Maomé na Grã-Bretanha.

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