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Coronavírus em SC: 13 centros de treinamento da Epagri produzem máscaras de proteção para ajudar no combate à Covid-19

Jane Raupp trabalha desde 23 de março na sua máquina de costura Fotos: Divulgação / Epagri

Os 13 Centros de Treinamento da Epagri espalhados pelo Estado estão em uma ação conjunta para produção de máscaras que, num primeiro momento, serão usadas pelos funcionários da empresa no retorno aos trabalhos. A produção excedente será doada para hospitais, asilos e outras instituições que necessitem. Há também os trabalhos voluntários de vários funcionários na confecção de equipamentos de proteção, que cumprem assim suas cargas horárias de home office.

Ana Luiza Damaso Rocha, extensionista social e chefe do Centro de Treinamento da Epagri em Canoinhas, é a coordenadora da ação em todo o Estado. Ela conta que a articulação entre as unidades começou na quarta-feira, 1º de abril.

Cada centro definiu a melhor logística para o próprio caso. A recomendação geral é de que as máscaras sejam produzidas nas casas do funcionários da Epagri que permanecem em home office. Em muitos casos, eles executam a tarefa com auxílio de seus familiares, que atuam como voluntários nessa ação conjunta.

>>>>Portaria do Governo do Estado autoriza a confecção e o uso de máscaras de tecido para a população

Para viabilizar a produção, os Centros de Treinamento distribuem os insumos (tecido, TNT, elásticos, etc) nas casas dos profissionais que estão na linha de produção. Ana Luiza também preparou molde e vídeo (veja abaixo) em que ensina o passo a passo da confecção das máscaras de TNT. No vídeo ela também chama atenção para cuidados de higiene dos costureiros, como passar álcool 70% na bancada, tesoura e até na máquina de costura.

Ana Luiza conta que cada unidade da Epagri está encontrando soluções para compra dos materiais necessários, já que o comércio está fechado. Em muitos casos, é feito contato direto com os proprietários das lojas para aquisição de tecido, linha e outros insumos.

Em Canoinhas, são 30 pessoas envolvidas na produção e cerca de 400 máscaras prontas até a segunda-feira,6.

Agronômica

O Centro de Treinamento da Epagri em Agronômica (Cetrag) foi o pioneiro nessa ação. A confecção de máscaras teve início já no dia 2 de abril. A ação é liderada pela chefe do Cetrag, Ivonete Weber, que conta com apoio de outras sete cozinheiras e camareiras da unidade para cortar e costurar as máscaras.

Até a segunda-feira, 6, a equipe havia produzido 660 máscaras de TNT. Elas já foram esterilizadas pela secretaria de saúde local, que ficou com algumas. As outras serão usadas pelos extensionistas da região e também pelos pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga quando eles retornarem às atividades normais, que por enquanto estão sendo executadas em home office.

Florianópolis


Claudesia Teresinha Furlan coordena a ação do Centro de Treinamento da Capital

O Centro de Treinamento da Epagri em Florianópolis (Cetre) mobilizou extensionistas e profissionais da área administrativa, num total de 12 pessoas, que entre sexta, 3, e segunda-feira, 6, havia produzido 133 máscaras em algodão duplo, de vários formatos.

A gestora da unidade, Claudesia Teresinha Furlan, avisa que o grupo permanece aberto para receber outros colegas da Epagri que saibam costurar ou se disponham a cortar o tecido a partir de moldes.  Ela revela que a produção atende à demanda da Epagri na região, mas também já recebeu solicitação da segurança pública.

Itajaí

No Centro de Treinamento da Epagri em Itajaí (EEI) o diferencial foi a forma de aquisição do material, feita com dinheiro doado pelos funcionários da empresa. A unidade reuniu um grupo de 11 pessoas, que já produziu 65 máscaras em tecido, de uma meta de 500, a serem distribuídas para o funcionários da Epagri que atuam na região.

A ideia é distribuir quatro máscaras para cada funcionário da Epagri. Porém, para otimizar a distribuição, o grupo está consultando os colegas que já adquiriram e não vão precisar da doação. O objetivo é doar o excedente para familiares dos funcionários.

Joinville

No Centro de Treinamento da Epagri em Joinville (Cetreville) a meta é chegar ao dia 8 de abril com duas máscaras de tecido para cada funcionário da região. A unidade envolveu oito funcionários e a associação de epagrianos local na ação. O material necessário para produção já foi providenciado e o desafio agora é organizar a distribuição.

Funcionários da Epagri na região Norte do Estado também estão produzindo máscaras para a rede feminina de combate ao câncer. Além disso, foram confeccionadas 50 máscaras e seis amigos de berço para um abrigo de crianças local. O Cetreville também está participando da campanha “1 máscara por 1kg de alimento”, que arrecada comida para os sem teto.

Voluntários pelo Estado


Em Ipira os trabalhos são com poucas voluntárias, para evitar aglomeração

Em várias partes do Estado, outros profissionais da Epagri direcionaram, por iniciativa própria e com anuência de seus superiores, sua atuação em home office para confecção de máscaras. É o caso dos extensionista rurais João Antônio Montibeller Furtado e Silva e Graziela Tavares, que atuam em Leoberto Legal e Alfredo Wagner, respectivamente. Eles estão produzindo máscaras 100% algodão, das quais 30 serão utilizadas por suas famílias, 10 irão para os colegas dos escritórios da Epagri e 60 serão distribuídas para pessoas em vulnerabilidade social e secretarias da saúde locais.

Em Turvo, a Jane Salvaro Raupp, que é auxiliar administrativa da Epagri, trabalha desde o dia 23 de março na sua máquina de costura para fazer máscaras a pedido da prefeitura local. Na terça-feira, 7, ela direcionou sua produção de máscaras de algodão para os colegas da Epagri e de TNT para agricultores.

No Meio Oeste, os municípios Alto Bela Vista, Ipira, Peritiba e Piratuba, que compõem o consórcio integrar, se reuniram para produzir equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde.  A extensionista social da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá, é uma das coordenadoras da ação, que produziu até a segunda-feira 200 máscaras e 20 jalecos.

A ação acontece na unidade de costura que existe em Ipira e que atende a todo o território. Mari explica que as equipes são de, no máximo, seis pessoas costurando simultaneamente, para evitar aglomeração. Por isso, não estão sendo mobilizadas muitas pessoas. De toda forma, a auxiliar administrativa da Epagri em Alto Bela Vista, Marta Elisa Holdefer, foi uma das voluntárias que se juntou ao grupo para costurar saúde e solidariedade nesses tempos de pandemia.

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