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‘Corrida Off-Road’ explora picos do Vale do Itajaí

Prática une adeptos do trekking e da corrida com orientação de profissionais

Mordida do Gigante, Pico da Pedra, Morro Grande… Nomes curiosos que têm em comum as paisagens exuberantes de cidades e praias do Vale do Itajaí. Desde outubro de 2020 estes locais foram os escolhidos para a primeira fase do projeto ‘Corrida Off-Road’, realizado pelo Centro de Performance e Saúde Grupo do Bay, que visa a subida de diversos picos na região, reunindo adeptos do trekking e da corrida, para viverem a experiência e se desafiarem nas trilhas consideradas de nível moderado a alto.

Com um número limitado de pessoas, a primeira etapa do projeto levou os participantes ao Pico Mordida do Gigante, localizado no bairro Holstein, em Guabiruba. Com 630 metros acima do nível do mar, a trilha tem um percurso de 3,5 quilômetros de subida. Em seguida foi a vez de subir o Morro Grande, localizado no bairro Limeira, em Brusque, que tem uma trilha de aproximadamente 4 quilômetros de subida, sendo o pico a 746 metros acima do nível do mar. A terceira etapa levou os participantes ao Pico da Pedra, localizado na cidade de Camboriú. Com 678 metros de altitude, a trilha de 2,5 quilômetros, exige um bom preparo físico dos participantes.

De acordo com o educador físico Felipe Ristow, a ideia do projeto ‘Corrida Off-Road’ surgiu em 2020, logo depois que foi anunciada a pandemia da Covid-19. Diante das diversas restrições de atividades, os treinos dos grupos de corrida recomeçaram, após o lockdown, em locais afastados e trilhas, preservando o distanciamento social entre os participantes. “Durante esses treinos, começamos a observar os morros e surgiu a vontade de subir nesses picos, pois percebemos o quanto nossa região é bonita, tem seus atrativos naturais que poucas pessoas conhecem. Daí tivemos a ideia de estruturar esses passeios para as pessoas conhecerem nossa região, que é tão bela. Vemos que muitas pessoas saem de nossa cidade e vão para outras regiões de Santa Catarina e até mesmo de outros Estados, para fazer este tipo de esporte e acabam não conhecendo as belezas naturais que temos aqui, no ‘quintal de casa’. Por isso demos início ao ‘Corrida Off-Road’ já com três etapas definidas, que aconteceram nos últimos meses de 2020 e agora em 2021”, revela.

O projeto têm reunido pessoas de todas as idades, alguns com alguma experiência em trilhas, outros que aceitam o desafio pela primeira vez, e ainda àqueles que intercalam a aventura com os treinos semanais de corrida de rua e demais atividades. “Queremos treinar as pessoas que têm vontade de subir esses morros, para que façam, que tenham essa experiência e conheçam mais de perto os atrativos naturais da nossa região”, reforça Ristow.

Para o treinador Jose Armando Vasquez Soto, o Bay, ver pessoas superando desafios, sentindo o prazer de estar junto à natureza, é algo que desperta muita satisfação. “Fico muito feliz por nossos alunos, que todos os dias estão treinando para conseguir ter um condicionamento adequado para este tipo de passeio e também por todas as pessoas, que apesar de não participarem do Grupo de Corrida, acreditam no nosso trabalho e aceitam passar momentos inesquecíveis conosco. Terminamos a terceira etapa do projeto e já estamos pensando nos próximos desafios”, enfatiza.

Desafio aceito

As três etapas da ‘Corrida Off-Road’ trouxeram momentos incríveis e desafiadores aos participantes. Para Morgana Assi, fazer parte dessa experiência com um grupo tão integrado e divertido é o que torna os desafios ainda melhores. “A subida do Pico da Pedra foi a mais intensa que fizemos, mais cansativa e que exigiu mais cuidado, mas na minha opinião foi a vista mais linda até agora. Compensou o cansaço”, comenta.

O esporte de Fabricio Gevaerd é o ciclismo, mas ele se aventurou na ‘Corrida Off-Road’ também. “Vou confessar que achei a trilha do Pico da Pedra bem técnica e exigiu bastante de mim fisicamente. Cheguei bem, bem cansado. O grupo é show de bola, bem integrado e divertido. O Bay e o Felipe são muito profissionais e atenciosos. Certamente vou encarar o próximo desafio”, conta.

Tatiane Vargas Grignani diz que se sente orgulhosa por ter conseguido realizar sua primeira trilha mais difícil através do projeto ‘Corrida Off-Road’. Ela, que participa das aulas de corrida e de fortalecimento muscular, comenta que os treinos foram fundamentais para seu desempenho na subida do Pico da Pedra. “Me senti orgulhosa de mim mesma, pois achei que não conseguiria. Só tenho a agradecer ao Bay e ao Felipe por proporcionar esse momento único e desafiador, porque não basta o corpo estar preparado, a mente também precisa estar. Que venham novos desafios”, comemora.

Jessica Klein e Djonata Marchi destacam o acolhimento do grupo durante os desafios. “Achei a trilha bem top com algumas dificuldades, mas muito prazerosa. Apesar de eu não fazer parte do grupo, o pessoal foi muito gente fina, valeu a parceria”, comenta Djonata. “Eu não tenho o hábito de fazer trilhas, fiz umas três apenas, mas o Pico da Pedra com certeza foi a mais intensa. Eu não corro e não participo do grupo, mas me senti muito acolhida. Agora vou ter que dividir minha paixão pelo ciclismo com as trilhas”, revela Jessica.

Já Rosane Darosci Schürhaus participou de duas das primeiras três etapas da ‘Corrida Off-Road’ e conseguiu superar até o medo de altura, que a acompanha a vida inteira. Foi minha segunda trilha com esse grupo maravilhoso, com quem divido as corridas e agora esses novos desafios. A última trilha, realizada no Pico da Pedra, foi mais cansativa por ter muitas subidas. Mas o incentivo que todo o grupo nos dá, ajuda muito para chegar até o final. E o final foi maravilhoso”, avalia.

Novas etapas

As novas etapas da ‘Corrida Off-Road’ estão sendo programadas e devem acontecer com um intervalo de dois meses a cada subida. Entre os destinos previstos estão o Morro do Baú (Ilhota), Pico Bateias (Gaspar), Morro do Barão (Botuverá), Morro do Cambirela (Palhoça) e Pico Paraná (Campina Grande do Sul). Uma informação importante é que as subidas incluem sempre pacotes com transporte, camiseta e Seguro Aventura.

Etapas realizadas

Pico Mordida do Gigante

Localizado no bairro Holstein, em Guabiruba, o percurso até o alto dos seus 630 metros acima do nível do mar, tem aproximadamente 3,5 quilômetros, com nível de dificuldade de moderado a alto. A vista para as cidades de Brusque, Guabiruba, Gaspar e Blumenau.

Caminho mais aberto no início de trilha, que passa por diversos riachos. Na segunda metade do percurso, a inclinação fica mais acentuada e mata fechada. O último trecho tem uma escalada com auxílio de corda para chegar até o topo.

Pico Morro Grande

Localizado no bairro Limeira, em Brusque, o Morro Grande tem uma trilha de aproximadamente 4 quilômetros de subida. Tendo 746 metros acima do nível do mar, este morro tem uma linda visão panorâmica de 360 graus. Em dias de tempo aberto é possível observar o mar de Balneário Camboriú, Itajaí e toda a cidade de Brusque.

Com nível de dificuldade de moderado a alto, é possível atingir o cume em uma hora e meia, intercalando corrida e caminhada.

Pico da Pedra

Localizado no bairro Rio Pequeno, em Camboriú, o Pico da Pedra tem uma subida de 2,5 quilômetros e 678 metros de altitude, o que exige um bom preparo físico dos participantes. Ao final da trilha a recompensa é incrível, um visual em 360 graus com uma visão privilegiada de Itapema e Balneário Camboriú.

Lugar de fácil acesso, a trilha começa aberta até iniciar a parte de mata fechada. O percurso engloba trechos com muitas raízes, pedras, subida bastante intensa. Em alguns pontos da subida há cordas para auxiliar. A trilha é considerada de nível moderado.

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