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Jovens disputam vaga na Seleção Brasileira de Bocha Paralímpica

Sábado, 28, são realizadas as finais de todas as categorias

Mais de 40 atletas, com idades entre 13 a 20 anos, participam nesta semana, de 24 a 28 de maio, do 1º Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica de Jovens, no Sesc Portão, em Curitiba. A competição é o primeiro passo para conquistar uma das onze vagas da Seleção Brasileira de Bocha Paralímpica, que vai levar a delegação para disputar os Jogos Parapan-Americanos da Juventude, que será realizado em Bogotá, na Colômbia, em novembro deste ano.

O campeonato é promovido pelo Sesc Paraná e Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), órgão regulador da modalidade no Brasil. “O Sesc PR sempre procura atender a área esportiva com a inclusão. Somos pioneiros em promover esse torneio, que é o primeiro do país, e espero que possamos inspirar outros campeonatos pelo país”, afirmou Emerson Sextos, diretor regional do Sesc PR. Em outubro de 2021, o Sesc PR em parceria com a ANDE promoveram em Curitiba a seletiva paranaense de Bocha Paralímpica.

De acordo com Leonardo Baideck, diretor técnico da ANDE, os atletas já estavam sendo observados pela associação. “Escolhemos eles para que pudéssemos ter a oportunidade de vê-los mais de perto e competindo entre eles e daqui renovar a equipe da seleção”, declarou. Os escolhidos poderão participar da seleção brasileira permanente e representar o país em competições nacionais e internacionais.

Os atletas convocados receberão semanas de treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro no Centro de Treinamento em São Paulo, com custos cobertos pela ANDE e Comitê, tanto para atletas quanto acompanhantes. O treinamento continua na cidade de origem do atleta com acompanhamento virtual. Dependendo do desempenho nas competições por meio da seleção brasileira, os jovens podem pleitear bolsas internacionais, nacionais e estaduais. O Brasil é considerado um celeiro na formação de atletas paralímpicos na modalidade da bocha. Em todas as categorias/classes está entre os três primeiros no ranking mundial.

De Curitiba

Os gêmeos curitibanos, Lucas e Luan Rega Rodrigues, 14 anos, participam pela primeira vez de uma competição de Bocha Paralímpica deste porte. Os jovens com paralisia cerebral treinam há cinco anos a modalidade no Centro de Esporte e Lazer Xaxim, duas vezes por semana. Os treinos são orientados pelo professor Darlan França Junior, servidor público da unidade e que acompanha os irmãos no 1º Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica de Jovens.

Os atletas iniciaram a prática esportiva no Centro há seis anos com tênis em cadeira de roda, mas a bocha, por ser mais adaptada, ganhou o interesse dos jovens que hoje sonham em se tornar profissionais e participar dos Jogos Paralímpicos um dia. No Campeonato Brasileiro, Lucas Rega competirá na categoria BC2, individual; e Luan na BC3, na qual contará com a ajuda da sua mãe Nanci Rega, na função de calheira.

Como a bocha é uma modalidade que se enquadra em deficiências severas, ela proporciona aos praticantes autonomia e independência, mesmo nas categorias com maiores restrições que exigem ajuda de um calheiro. O jogador é quem gerencia e dá a diretriz ao ajudante que fica de costas para o campo. Segundo o professor, além da autonomia, o esporte promove aos jovens convívio social conhecendo outros atletas. Os benefícios são sentidos pela mãe dos gêmeos. “Antes eles só iam para a escola e terapia. No centro eles passaram a conhecer as atividades adaptadas e ficaram entusiasmados, gostaram de fazer a bocha. Percebi que eles ficaram mais competitivos, aprenderam a ganhar e perder, que precisam treinar para conquistar vitórias”, comentou Nanci Rega, que para competir com o filho também treina e aprendeu as regras do jogo. Em 2018, eles participaram dos Jogos Escolares, no qual Luan conquistou o terceiro lugar.

Bocha Paralímpica

Considerado um jogo de estratégia, a bocha é uma modalidade que abre portas para pessoas com grau severo de comprometimento motor e/ou múltiplo e está presente em mais de 50 países, sendo praticado no Brasil desde 1970. Pode ser jogada individualmente, em duplas ou em equipes, e é mista – homens e mulheres competem juntos e igualmente. Além de atletas com paralisia cerebral, também podem participar pessoas com outras deficiências, desde que tenham o grau de deficiência exigido e comprovado.

Os atletas usam cadeiras de rodas e têm o objetivo de lançar 12 bolas coloridas (azul e vermelha) o mais perto possível de uma branca (jack ou bolim). É permitido usar as mãos, os pés, instrumentos de auxílio e até ajudantes no caso dos atletas com maior comprometimento. O esporte exige habilidade e eficiência, além, é claro, das técnicas e táticas adequadas dos atletas para vencer a disputa.

Categorias

A competição é dividida por categorias. BC1: Destinada apenas para atletas com paralisia cerebral, que podem jogar com as mãos ou com os pés e podem ter um auxiliar para entregar a bola. BC2: O atleta apresenta quadro de paralisia cerebral, mas nesta classe nenhum auxiliar é permitido. Um suporte ou cesto para bola pode ser adaptado. BC3: É o atleta com maior grau de comprometimento motor. Neste caso, ele é assistido por alguém, que tem a função de direcionar a calha seguindo exatamente as indicações do jogador. BC4: Atletas que são diagnosticados com condições de origem não cerebral central. Os jogadores nesta classe apresentam disfunção locomotora grave de todas as quatro extremidades, além de controle do tronco. Eles podem demonstrar destreza suficiente para jogar a bola na quadra e não são elegíveis para assistência.

 

Jogos Paralímpicos

As conquistas brasileiras nos Jogos Paralímpicos tiveram início com uma modalidade que, apesar de não continuar no programa paralímpico, é conhecida como uma espécie de bocha na grama. Foi no lawn bowls que Luiz Carlos da Costa e Robson Sampaio de Almeida faturaram a primeira medalha brasileira nos Jogos, com uma prata na disputa em duplas, em Toronto-1976. Na bocha atual, o Brasil também é destaque. Já são nove medalhas, sendo seis de ouro, uma de prata e duas de bronze, todas conquistadas nas edições de Pequim-2008 (2 ouros e 1 bronze), Londres-2012 (3 ouros e 1 bronze) e do Rio-2016 (1 ouro e 1 prata). O paranaense Eliseu dos Santos teve grande contribuição para os resultados brasileiros nos jogos realizados em Pequim, Londres e Rio de Janeiro.

Serviço

1º Campeonato de Bocha Paralímpica

Quando: De 24 a 28 de maio

Local: Sesc Portão

Horários: 27/5, 10h às 17h; 28/5 (semifinais e finais) 10h às 15h.

Aberto ao público

Foto: Grazi Massafera – ANDE

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