Número de casos de dengue em SC passa de 440 em 2019

Mais de 370 pacientes contraíram doença dentro do estado. Número de infectados com febre de chikungunya também subiu, para 6.

O número de casos confirmados de dengue em Santa Catarina continua aumentando, com 442 pacientes que tiveram a doença em 2019, conforme relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) divulgado nesta quinta-feira (9). São 99 a mais do que no relatório passado.

Também subiu para seis o número de pessoas que contraíram febre de chikungunya, com um paciente a mais do que no boletim passado.

As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Em relação aos casos contraídos dentro de Santa Catarina, o Litoral Norte continua como a região com mais pacientes nesse quadro.

Em relação aos casos contraídos fora do estado, os pacientes são moradores das cidades catarinenses de:

  • Florianópolis: 7 casos
  • Itajaí: 5 casos
  • Chapecó, Imbituba, Joinville e Xanxerê: 3 casos cada
  • Blumenau, Brusque, Palmitos e Seara: 2 casos cada
  • Balneário Camboriú, Canoinhas, Faxinal dos Guedes, Laguna, Orleans, Santo Amaro da Imperatriz, São José, São José do Cedro, São Miguel do Oeste e Videira: 1 caso cada

Os pacientes contraíram a doença nos estados de: São Paulo, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Acre, Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.

Febre de chikungunya

Os seis casos de febre de chikungunya foram contraídos fora de Santa Catarina. Os pacientes são moradores de Balneário Camboriú, Brusque, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville e Pinhalzinho e foram infectados nos estados de Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão.

Santa Catarina segue sem casos de vírus da zika.

Aedes aegypti

O estado tem 85 municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti:

Municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti — Foto: Dive/SES/SC

Municípios considerados infestados pelo Aedes aegypti — Foto: Dive/SES/SC

Prevenção

A Dive-SC divulgou orientações para evitar proliferação do Aedes aegypti:

  • evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  • guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • mantenha lixeiras tampadas;
  • deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  • plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  • mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • retire a água acumulada em lajes;
  • dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  • mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  • denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  • caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento