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Psicólogo do Hospital Marieta dá cinco dicas para reconhecer sinais de pressão em si próprio e nas pessoas ao seu redor

Olhar humanizado é a chave para ajudar àqueles que precisam

A depressão atinge cada vez mais pessoas. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em 11 países, o Brasil é o que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%). Com a pandemia da Covid-19, os sintomas se agravaram em muitos e foram desenvolvidos em outros. “Além do olhar para si próprio, para conhecer seus limites, saber quando procurar ajuda de alguém especializado, é preciso se atentar também ao próximo, desenvolver um olhar mais humanizado, mesmo na correria do dia a dia”, diz o psicólogo do Hospital Marieta, Robinson Romani. O profissional separou cinco dicas para auxiliar as pessoas a prestarem atenção em si e no próximo:

  1. Observe os sinais que a pessoa dá sem falar.

Aprimore o olhar nos momentos de socialização no ambiente familiar, no círculo de amizade, no companheiro de trabalho, nos pacientes através de fundamentos básicos dos profissionais da saúde como os sinais e sintomas. Sinais são tudo o que eu vejo no outro como humor deprimido prolongado, perda de interesse ou prazer de suas rotinas como estudo, trabalho, hobbies, fadiga todos os dias, etc. Se observar esses sinais, vale ficar mais atento.

  1. Conheça os sintomas verbalizados que podem ser indicativos de depressão.

É importante parar para ouvir o próximo, principalmente em meio a correria do dia a dia. Quando a pessoa fala sobre falta de expectativa de futuro, vontade de fugir, desejo de dormir e não acordar, ou até mesmo fala declaradamente sobre o desejo de morte, é muito importante orientar essa pessoa a buscar uma ajuda profissional.

  1. Saiba como ajudar alguém quando perceber que ela não está bem.

Quando identificamos a pessoa que apresenta características de tendência suicida, precisamos no primeiro momento oferecer a “escuta ativa” através da simpatia, sem julgamentos. Foco na escuta, sem interrupções. Observe com atenção e colabore com a informação, estimulando que procure ajuda profissional e, se possível, se oferecendo a acompanhar, já que você transmitiu segurança na escuta. Ambientes como unidades básicas de saúde, Centro de Valorização à Vida (CVV), universidade com oferta de atendimento ao público, hospitais e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), não precisam de agendamentos para as demandas psicológicas, estão de “portas abertas”.

  1. Aprendaa observar os sinais em você mesmo.

O autocuidado é mais difícil de observar, precisamos superar a negação e também estar atentos a fala do outro, que normalmente pode ser de ambientes variados. Fique atento às falas e apontamentos dos outros sobre o nosso comportamento:

* você se afastou.

* estás tão diferente.

* você está sempre triste.

* estás tão introspectivo.

* não aceita mais nossos convites.

* você só dorme.

* sua produtividade caiu.

Outro momento são os estigmas sobre o profissional da psicologia e psiquiatria, negando que não tem necessidade de cuidado dessas especialidades. A negação do autocuidado e o prolongamento do tempo do adoecimento leva os pacientes a recorrer aos profissionais em quadros mais avançados e crises mais agressivas. Os sinais mais claros são as mudanças negativas e gradativas em suas relações sociais, dificuldades no ambiente profissional, reclusão, dor sem causa física e falta de previsão de futuro.

  1. Procure ajuda.

No primeiro sinal de “sofrimento”, normalmente vinculado a alguma mudança e por tempo prolongado, mudando sua relação com o próximo, frustração, dificuldades em seu ponto de vista sem resolução, redução de produtividade no trabalho, isolamento, cansaço constante, falta de perspectiva de futuro, entre outros, procure um profissional ou local que possa oferecer acolhimento psicológico ou psiquiátrico.

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