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RECUPERANDO DE LESÃO, JADSON É DÚVIDA NO RIO: ‘SÓ DEUS SABE’

Em recuperação de uma lesão no tornozelo esquerdo, Jadson André é dúvida para a etapa brasileira do Circuito Mundial, no Rio de Janeiro, de 10 a 21 de maio. Embora o seu nome ainda esteja confirmado na penúltima bateria da primeira fase, diante do havaiano John John Florence e do americano Kolohe Andino, ele não sabe se terá condições para competir. O potiguar da Vila de Ponta Negra, em Natal, se machucou na segunda fase em Bells Beach, na Austrália. Mesmo com dores, o surfista de 26 anos quase venceu o americano Conner Coffin, que conseguiu a vitória, de virada, por 14.53 a 14.20. Ele saiu do mar carregado e recebeu atendimento médico no local.

– Eu não sei ainda se eu vou competir no Rio. Eu ainda estou me tratando, na segunda semana de tratamento, e realmente não sei, só Deus sabe. Mas as expectativas são boas – contou Jadson.

– Ainda falta 10 dias para o evento do Rio e tenho tempo para ficar 100% recuperado. Não quero chegar sem estar 100%, me machucar ainda mais e perder o resto do ano. É difícil ficar machucado, mas acontece. Esta não é a primeira vez, mas acredito que estou fazendo tudo certo e tudo o que a minha equipe pediu. Agora é rezar. Continuar nesse ritmo de tratamento, com fisioterapia, musculação e preparo físico. Tenho até o dia 8 para decidir – completou.

Jadson André saiu carregado do mar após sofrer lesão no tornozelo em Bells Beach (Foto: WSL / Kelly Cestari)
Jadson André saiu carregado do mar após sofrer lesão no tornozelo em Bells Beach (Foto: WSL / Kelly Cestari)
Na véspera de embarcar para o Oeste da Austrália, eu fiz vários testes, pulei, fiquei em pé na bola, me equilibrei na cama elástica e tudo mais. Os testes foram bem positivos e eu pensei que iria surfar, mesmo os médicos falando que eu tive um rompimento total do ligamento. Um dia antes de começar o evento, o meu médico pediu para fazer um teste na água. Entrei na água com o Italo, batendo o pé forte, não senti dor e achei que iria surfar. Mas na primeira onda que eu peguei, logo que eu fiquei em pé, senti uma dor absurda. Toda a esperança morreu naqueles cinco segundos. Avisei que não iria competir em Margaret, vim para o Brasil e estou me tratando”
Jadson André

Depois de se despedir de Bells Beach em 25º lugar, Jadson iniciou uma corrida contra o tempo para representar o Brazilian Storm no Rio de Janeiro. Ele desistiu de disputar a terceira e última etapa da perna australiana, em Margaret River, para se dedicar integralmente ao tratamento, de 3h30 a 4h por dia. Além das sessões de fisioterapia, laser e ultrassom, ele também realizou um tratamento com choque e de osteopatia. Recentemente, voltou para a academia e tem feito musculação na perna e no braço, na reta final da recuperação.

– Eu me machuquei no dia 2 de abril e comecei a fisioterapia no dia seguinte, lá em Bells. Na véspera de embarcar para o Oeste da Austrália (onde fica Margaret), eu fiz vários testes, pulei, fiquei em pé na bola, me equilibrei na cama elástica e tudo mais. Os testes foram bem positivos e eu até pensei que iria surfar, mesmo os médicos falando que eu tive um rompimento total do ligamento. Cheguei em Margaret e continuei a me tratar. Um dia antes de começar o evento, o meu médico do Brasil me pediu para fazer um teste na água para sentir se dava para surfar. Entrei na água com o Italo (Ferreira), batendo o pé forte, não senti dor e achei que iria surfar. Mas na primeira onda que eu peguei, logo que eu fiquei em pé, senti uma dor absurda. Toda a esperança morreu naqueles cinco segundos que fiquei em pé na prancha. Avisei que não iria competir em Margaret, vim para o Brasil e estou me tratando – revelou Jadson.

Além do trabalho durante a semana no Instituto Vita, no Morumbi, em São Paulo, ele também se tratou nos finais de semana em uma clínica em Natal.

– Estou me tratando aqui no Vita, no Morumbi, de segunda-feira a sexta-feira. Até no fim de semana, eu vou para Natal e faço duas vezes lá na clínica da F.C Fisio. Estou em um ritmo bem puxado para me recuperar a tempo para a etapa do Rio – acrescentou o atleta.

Na abertura da temporada, na Gold Coast, Jadson ficou em 13º lugar. Ele ocupa atualmente a 28ª posição do ranking mundial, com 2.250 pontos. O potiguar entrou na elite em 2010, ano em que venceu onze vezes campeão mundial Kelly Slater na final da etapa de Imbituba, em Santa Catarina.

CONFIRA AS BATERIAS DO RIO PRO

1: Filipe Toledo (BRA), Conner Coffin (EUA) e Adam Melling (AUS)

2: Gabriel Medina (BRA), Michel Bourez (TAH) e Jack Freestone (AUS)

3: Julian Wilson (AUS), Kanoa Igarashi (EUA) e Alex Ribeiro (BRA)

4: Italo Ferreira (BRA), Stuart Kennedy (AUS) e Leonardo Fioravanti (ITA)

5: Matt Wilkinson (AUS), Kai Otton (AUS) e Deivid Silva (BRA)

6: Adriano de Souza (BRA), Davey Cathels (AUS) e convidado

7: Nat Young (EUA), Josh Kerr (AUS) e Ryan Callinan (AUS)

8: Joel Parkinson (AUS), Kelly Slater (EUA) e Alejo Muniz (BRA)

9: Jordy Smith (AFS), Wiggolly Dantas (BRA) e Matt Banting (AUS)

10: Jeremy Flores (FRA), Adrian Buchan (AUS) e Keanu Asing (HAV)

11: Kolohe Andino (EUA), John John Florence (HAV) e Jadson André (BRA)

12: Sebastian Zietz (HAV), Caio Ibelli (BRA) e Miguel Pupo (BRA)

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