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Trabalhar viajando: saiba quais os países que abriram as fronteiras para o nomadismo digital

Tendência mundial, o trabalho remoto de qualquer lugar, sem a necessidade de um escritório físico, possibilita realização do sonho de conhecer o mundo

A tecnologia foi responsável por revolucionar muita coisa, incluindo o modo de se trabalhar. Há algumas décadas, trabalhar de forma remota seria impensável. O advento da internet, principalmente a de alta velocidade e o wi-fi, propiciou que as novas profissões ligadas à área se beneficiassem enormemente. Na esteira de todo esse desenvolvimento, uma nova forma de desempenhar as tarefas surgiu.

 

O que é o nomadismo digital?

 

O nomadismo digital diz respeito aos profissionais que trabalham de maneira remota, isto é, por meio de seus notebooks, tablets e celulares, em profissões ligadas à tecnologia e de qualquer lugar do mundo. Assim, é possível, por exemplo, que um desenvolvedor web esteja trabalhando hoje em um hotel em São Paulo e, no dia seguinte, em uma pousada no Recife.

 

Panorama do nomadismo digital no mundo

 

De acordo com um relatório global elaborado pela empresa Fragomen, especializada em migração, existem cerca de 35 milhões de nômades digitais, com a possibilidade que cheguem à soma de 1 bilhão no ano de 2035. A necessidade de mão de obra especializada e a própria demanda por profissionais de tecnologia corroboram com esse levantamento.

 

Nomadismo como forma de fortalecer o turismo

 

Tendo em vista todo esse fluxo turístico, muitos países resolveram abrir as suas portas e oferecer um tratamento especial para esse tipo de profissional. A ideia é atrair esse turista para fortalecer seu setor de viagens mesmo em baixa temporada. Assim, esses países têm oferecido vantagens como vistos especiais e mesmo condições que possibilitem a colaboração com empresas locais.

 

Europa abre suas portas para os trabalhadores nômades

 

É o caso da Itália. O parlamento italiano decidiu este ano que turistas que comprovem suas condições de nômade virtual possuem direito a um visto especial, com duração de um ano.

Cumprindo algumas exigências, como ter uma certa renda e também ter um seguro de saúde, o trabalhador pode viajar pelo país enquanto trabalha. Depois de algum tempo, o trabalhador pode até mesmo ter seu visto renovado por igual período e obter o visto para a família.

 

Muitos outros países na Europa não ficaram para trás e logo não pouparam esforços para trazer essa massa de trabalhadores. Portugal e Espanha também oferecem seu próprio tipo de visto para nômades digitais. Contudo, esses diferem um pouco entre si. O trabalhador interessado deve, antes de mais nada, conferir quais são essas exigências, podendo consultar o consulado de cada país para tanto.

 

Do pioneirismo aos paraísos terrestres

 

A Estônia foi o país pioneiro a aderir a esta prática e o que oferece maior flexibilidade. Hoje, verdadeiros paraísos terrestres não medem esforços para que cada vez mais nômades digitais pisem em seu território. Bali, na Indonésia, por exemplo, oferece vistos de até 10 anos. Ilhas caribenhas como Santa Lúcia e Barbados, países dependentes do turismo, viram neste movimento uma oportunidade de movimentar mais suas economias.

 

Burocracia ainda atrasa a demanda

 

Demais países dependentes do turismo também aderiram ao visto. É o caso da Geórgia e da Grécia, por exemplo. Porém, independentemente do país, o processo ainda é um tanto quanto burocrático, demandando paciência de quem pretende obter o visto. Mas, em geral, a necessidade gira sempre em torno de comprovar renda e vínculo com alguma empresa, ou, caso seja autônomo, comprovantes do serviço que realiza.

 

O trabalhador que garante, portanto, o desejado visto para ser nômade digital em algum país de sua preferência deve logo garantir sua passagem de avião. O importante é fazê-lo com antecedência, a fim de conseguir os melhores preços e também de logo começar com os trabalhos. Sendo o sonho de muita gente o desejo de trabalhar conhecendo o mundo, o nomadismo digital tem tudo para se firmar como uma das principais tendências.

Foto: Créditos: Vasil Dimitrov/iStock

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